Fabricante chinesa Yadea líder global já vendeu mais de 100 milhões de veículos elétricos de duas rodas e aposta em scooters nacionais a partir de R$ 9.800
Fundada em 2001, em Wuxi (China), a Yadea é hoje a maior fabricante de veículos elétricos de duas rodas do planeta— superando marcas como Bajaj e TVS em volume anual de scooters e bicicletas elétricas.
De acordo com dados da Frost & Sullivan e comunicados da própria empresa, a Yadea já ultrapassou 100 milhões de unidades vendidas e mantém a liderança global há oito anos consecutivos. Presente em mais de 100 países, opera 10 centros de produção e está listada na Bolsa de Hong Kong (HKEX 1585).
Em 2023, a marca comercializou cerca de 16,5 milhões de unidades, combinando scooters e e-bikes, consolidando-se como a “Honda das motos elétricas” pela escala e capilaridade mundial.
Produção nacional em Manaus e expansão no varejo
A Yadea iniciou em abril de 2025 sua produção local na Zona Franca de Manaus (AM), em parceria com a Jabil Industrial do Brasil Ltda.. A operação é a quarta fora da China, ao lado de Vietnã, Indonésia e Tailândia, e permitirá à marca reduzir custos logísticos e adaptar produtos ao mercado brasileiro.
“O lançamento de modelos fabricados localmente é um compromisso de longo prazo com o Brasil”, destacou He Dongsheng, gerente-geral da Yadea South America Marketing Company.
A empresa também abriu sua primeira loja principal em São Paulo, na Rua Reação 177, Butantã, com 220 m² e serviços completos de vendas, test-drive e pós-venda.
O plano é abrir 300 pontos de venda nos próximos três anos, levando a marca a todas as capitais brasileiras.
Modelos e preços da Yadea no Brasil
As scooters e motos elétricas listadas oficialmente no site brasileiro são:
| Modelo | Tipo | Preço (SP – nov/2025) |
|---|---|---|
| Yadea GB60 | Scooter urbana compacta | R$ 9.800 |
| Yadea DT3 | Scooter intermediária | R$ 10.800 |
| Yadea M6-H | Scooter retrô | R$ 12.800 |
| Yadea Owin | Scooter smart autopropelida | R$ 13.900 |
| Yadea GFX6 | Scooter urbana avançada | R$ 14.800 |
| Yadea Keeness | Motocicleta elétrica equivalente a 125 cc | R$ 28.900 |
📍 Preços válidos para o Estado de São Paulo.
Fontes: Yadea Brasil, PR Newswire e Festival Interlagos 2025.
Sobre a CNH para 2026: A partir de 1º de janeiro de 2026, segundo a Resolução 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), motos elétricas com motor de até 4.000 watts (4 kW) e que atinjam até 50 km/h são classificadas como ciclomotores e exigirão CNH categoria A ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores). Além disso, esses veículos precisarão ser licenciados, emplacados, e o uso de capacete será obrigatório. Quem não cumprir essas regras terá o veículo apreendido.
Bicicletas elétricas com motor até 350 W e velocidade até 25 km/h, especialmente as com pedal assistido (sem acelerador), continuam não exigindo CNH nem emplacamento.
Competição e desafios locais
O mercado brasileiro de motos ainda é dominado pela Honda, que vendeu 1,28 milhão de unidades em 2024 (≈ 70 % de participação). A Yadea busca espaço com preços mais acessíveis, isenção de combustível, e custo médio de R$ 0,03 por km rodado.
Concorrentes diretas incluem Shineray, Avelloz e Mottu, mas a escala global da Yadea — superior a 5 milhões de unidades/ano só em scooters — dá à marca uma vantagem de produção difícil de replicar.
A “Honda das motos elétricas” quer repetir o sucesso no Brasil
Com produção nacional, rede própria e modelos abaixo de R$ 15 mil, a Yadea posiciona-se para liderar a mobilidade elétrica de duas rodas no país.
Se a estratégia de nacionalização e capilaridade der certo, a marca chinesa pode ocupar no segmento elétrico o mesmo espaço que a Honda conquistou no mercado a combustão.
Carango Responde — Perguntas frequentes
Quanto custa uma moto elétrica Yadea no Brasil?
Entre R$ 9.800 e R$ 14.800, conforme o modelo.
Preciso de CNH?
A partir de 1º de janeiro de 2026, segundo a Resolução 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), motos elétricas com motor de até 4.000 watts (4 kW) e que atinjam até 50 km/h são classificadas como ciclomotores e exigirão CNH categoria A ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores).
Além disso, esses veículos precisarão ser licenciados, emplacados, e o uso de capacete será obrigatório. Quem não cumprir essas regras terá o veículo apreendido.
Bicicletas elétricas com motor até 350 W e velocidade até 25 km/h, especialmente as com pedal assistido (sem acelerador), continuam não exigindo CNH nem emplacamento.
Quanto tempo leva para carregar?
De 4 a 6 horas em tomadas 110/220 V; custo médio ≈ R$ 1,50 por recarga (≈ 100 km de autonomia).
Onde comprar?
Na loja oficial da marca (Rua Reação 177 – São Paulo) ou pelo website.









